04 setembro, 2007

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Microsoft e o veneno que matou o ICQ
http://info.abril.uol.com.br/blog/juliano/20070903_listar.shtml

Chegar atrasada na festa nunca impediu a Microsoft de atingir suas metas de dominação global. A empresa não foi a primeira a lançar um sistema operacional, não foi pioneira no mundo dos browsers e também não inaugurou a era dos mensageiros instantâneos.

Mas veja o que restou do Netscape, do ICQ, do Real Player, do WinZip e das outros produtos e empresas inovadores que ganharam a concorrência da gigante de Redmond. Todos morreram ou ficaram atrofiados depois de serem cobertos pela “nuvem” da MS.

O conceito de “cloud computing”, como explica esse excelente texto do John Markoff do NY Times, também poderia ser chamado de corredor polonês: a empresa faz de tudo para que o usuário pule de serviço para serviço, sempre dentro de seus domínios.

O Google faz isso com maestria. Você edita a foto no Picasa, envia ela para o Gmail e depois publica no blog via Blogger. Ou então, lê uma notícia no Google Reader, copia um trecho no Docs&Spreadsheets e depois publica na sua comunidade do Orkut.

Tudo muito bom para o pessoal do Google, do Yahoo!, mas, nesta semana, chega a mais densa “nuvem online” da Microsoft. A empresa distribuirá um pacote para conectar o Windows e o portal Live com SuperBonder. Vai ser preciso de menos cliques para enviar fotos para a Live Galery do que para o Flickr. Vai ser mais rápido achar a barra do Live Search do que a entrar no navegador e digitar no Google. Isso sem falar na Messenger e no Hotmail que vão aproveitar o ensejo para fincar ainda mais o pé no mundo online.

Será que a história do ICQ pode se repetir? No mundo do software a Microsoft parece imbatível; no mundo do hardware, vide o Zune, nem tanto. E no ramo dos serviços online? A força do Hotmail e do Messenger é considerável, mas ainda não alavancou o Live Search, a comunidade Spaces e o portal de vídeos Soapbox. Todos lanterninhas nas suas áreas. Agora a Microsoft usa sua arma mais poderosa: a parceria com o Windows.

O resultado dessa jogada, qualquer que seja, deve acirrar a concorrência, ou seja, aumentar a inovação e render bons frutos para os usuários.

Um comentário:

Enio Luiz Vedovello disse...

Acho que a integração é mais uma tentativa de evitar o crescimento do Google Docs. Mas, de qualquer maneira, eu diria que uma briga para valer entre as duas empresas é algo que espero para assistir de camarote.
Resta saber se aproveitaremos os despojos ou se teremos de sair de baixo dos escombros...